"E, quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam
de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos
outros. Eu asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas, quando
você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em
secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. E, quando orarem,
não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam
que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai
sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem.” Mateus 6.5-8.
Sabemos orar? Ou mais simples que isso, sabemos de fato o
que é oração?
Muito mais do que aquilo que aprendemos quando crianças, ou
quando nos convertemos de fato, de que a oração é quando falamos com Deus;
oração é interação. É quando vou até Deus e Ele vem até mim com respostas (não
entenda resposta como aquilo que eu espero, mas o que é melhor pra mim – Jr
29.11). Quem ora não fala apenas, tem que estar disposto a ouvir. E não é
fácil. Só enxergamos isso quando tornamos a oração um estilo de vida, e assim
aprofundamos nossa relação com Deus. Orar é nosso termômetro espiritual, faz
parte da nossa natureza, assim como respirar, comer.
E porque isso é importante? É em
nossa comunhão diária que aumentamos nossa fé; que promovemos lugar para
descarregar nossos fardos; aprendemos que Deus está perto e que não precisamos
nos desesperar; e de que, principalmente, a oração muda vidas. Mas de
quem? - de nós mesmos (Jó 42.1).
E como viver essa vida de oração?
É muito fácil apontar defeitos sem dar solução. E fazemos muito isso em nosso
cotidiano. Mas Graças a Deus que Ele não nos trata da mesma maneira. E uma
prova disso é que a Bíblia não fala de oração apenas nos “desabafos” de Paulo e
Tiago, de que não sabemos orar (Rm 8), e que quando fazemos, o fazemos mal (Tg
4.3), pois se assim fosse estaríamos perdidos, sem saber o que fazer.
Pelo contrário, são várias as
vezes que a Palavra de Deus nos deixa exemplos de vida de oração, sendo Jesus o
nosso maior exemplo. Em tudo o que ia fazer, pedia orientação do Pai antes.
Ele mesmo nos deixa um modelo, não para ser um
fala mecânica cheias de vãs repetições, porque ele próprio condena isso, mas
para nos ajudar na maneira correta de se VIVER em oração. Assim, podemos
dividir o texto clássico de Mateus 6.9-13, em fases que devemos reconhecer em
nossas vidas, primeiro, para mudar nosso modo de agir:
1) Primeiramente,
devemos glorificar o nome e a santidade de Deus, antes de qualquer ação ou petição.
Isso revela nossa maturidade cristã e o quão íntimo estamos do Senhor. O livro
de salmos é um exemplo disso quando seus autores escrevem orações que exaltam e
reconhecem o nome de Deus acima de qualquer circunstância (8, 18, 23, 27, 46);
2) Podemos
pedir sim, mas temos que aceitar a vontade de Deus, que é boa, perfeita e
agradável, entendendo que TUDO o que Ele tem feito é justo e bom. E mais uma
vez Jesus é exemplo disso quando Ele ora no Getsêmani (Lc. 22.42);
3) Devemos
colocar nossas necessidades diante de Deus diariamente. Isso cria um
sentimento de dependência de Deus, tendo fé de que Ele ouve e vai dar aquilo
que precisamos (Jr. 29.12-13; 2 Cr. 7.14; Jo 14.13-14; Mc 11.24-25);
4) Devemos
reconhecer nossos erros, pedir perdão e sempre lembrar de buscar o bom
relacionamento com nosso próximo (Mc 12.33);
5) E
por último, estar sempre alerta, nos desviando das brechas que nos são
colocadas todos os dias, tendo cuidado com o mal (Ef. 6.18; Lc 21.36).
Portanto, muito mais do que saber
o que falar com Deus, devemos viver essa transformação a cada dia. E só
conseguimos isso quando reconhecemos a importância do orai sem cessar! Deus os abençoe. - Débora Silveira


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